Qual a diferença entre blockchains públicos, privados e híbridos?

12 de janeiro de 2022
Adriano Martins Antonio

O blockchain está se desenvolvendo e mudando rapidamente nosso mundo. É possível ver que cada vez mais empresas (e até países) estão adotando essa tecnologia para obter melhor segurança, transparência e rastreabilidade.

Por isso, é normal que as pessoas estejam mais interessadas em pesquisar mais sobre o blockchain e entender ainda mais sobre ele.

O que você precisa ter em mente é que, sendo alvo de estudos e programas das empresas, é importante saber o que é a tecnologia blockchain e seus usos – falamos sobre isso aqui.

Além disso, é necessário conhecer os três tipos de blockchains mais populares no mercado antes de definir qual rede é a mais adequada para sua organização, pois cada uma carrega diferenças, benefícios e riscos. 

Blockchain público

O blockchain público é, como o nome sugere, um blockchain aberto ao público, ou seja, qualquer pessoa pode ingressar e participar dele.

Por isso, entende-se que uma pessoa pode também estar livre para criar um novo blockchain público, se assim desejar. 

Outro detalhe é que todos os participantes do blockchain podem visualizar as transações – no entanto, não se menciona nenhum dado pessoal ou nome dos envolvidos; há anonimato.

Uma característica do blockchain público é a descentralização, o que indica que nenhuma entidade tem controle nas adições das transações. Há transparência, pois todos têm controle mais ou menos igual.

Em geral, uma limitação é encontrada na área técnica, pois operar um blockchain exige um software em bom estado e com espaço de armazenamento considerável.

Um exemplo de uso de blockchain público é o bitcoin. Nele, além da transparência, há incentivo aos participantes para que atuem na rede, recompensando a criptomoeda pelo trabalho realizado no blockchain.

Em resumo, pode ser desvantajoso em relação a esse tipo de blockchain a falta de aparência de controle, o que muitas organizações procuram. No caso do bitcoin como exemplo, há volatilidade em termos de preço, o que não é confiável para empresas e instituições financeiras.

Blockchain privado

Por outro lado, existe o blockchain privado, que fornece acesso limitado aos usuários, ao contrário dos blockchains públicos que dão acesso total e igual aos dados armazenados neles.

Nesse caso, o blockchain privado se caracteriza pela presença de uma autoridade central que controla o que os outros usuários têm acesso, ao invés de ser um sistema descentralizado.

Inclusive, além do controle de acesso, tal autoridade pode também comandar outros aspectos da tecnologia, como a capacidade de limitar as transações baseadas na velocidade ou na intenção.

Além disso, é importante saber que os blockchains privados nem sempre precisam ser fechados ao acesso público. O administrador pode definir parâmetros para o que pode ser acessado publicamente.

Aliás, esse nível de controle funciona especialmente bem para empresas que desejam os benefícios do blockchain com a segurança de um ambiente fechado. 

Levando em conta o exemplo de bitcoins ou outras criptomoedas, foi dito que o consumo de grande quantidade de poder computacional pode não ser eficiente nem viável para entidades públicas. 

Entre as vantagens, as redes de blockchains privados permitem controle para administradores e para que eles sejam mais seletivos com quem obtém acesso à rede. Por isso, a tecnologia se torna mais segura e confiável.

Vale mencionar que não há incentivo nas redes privadas de blockchain para que os usuários aumentem a rede (algo que se vê no blockchain público).

Blockchain híbrido

Por fim, o terceiro tipo de blockchain é o híbrido e combina o melhor das soluções dos blockchains público e privado.

Assim, se obtém a liberdade do blockchain público sem precisar sacrificar completamente o acesso controlado que se consegue por meio do blockchain privado.

Pela tecnologia híbrida, os administradores são seletivos com quem obtém acesso, mantendo ao mesmo tempo a transparência e segurança. 

Existe alto grau de customização disponível, pois os membros dessa rede podem decidir quem participará e quais transações são exibidas publicamente.

Com a fusão dos recursos desses dois sistemas de blockchain, o blockchain híbrido garante que as empresas possam trabalhar com suas partes interessadas de uma forma ideal.

Dessa maneira, junto com os recursos de segurança oferecidos, o blockchain híbrido se caracteriza pela imutabilidade. Embora se possa manter as transações privadas, elas estão sempre abertas para verificação, caso necessário.

Isso serve para reduzir fraudes e dobrar os gastos, pois gravam-se todas as transações para que não sofram alterações. Uma tentativa de fazer isso sofreria rejeição, como ocorreria em um blockchain público.

Enfim, o benefício mais óbvio das soluções de blockchain híbrido é a comunicação das melhores partes dos blockchains público e privado. A rede híbrida pode ser tão seletiva ou aberta quanto preferir, contribuindo para o quanto ela deseja incentivar os usuários nela.

Contudo, nem todo mundo está em posição de implementar o blockchain híbrido – pelo menos não de forma eficiente. 

O blockchain público é ainda mais acessível e aberto para a maioria das pessoas e organizações, mas a recompensa do híbrido realmente vale a pena.

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