Open Banking é seguro?

19 de janeiro de 2022
Adriano Martins Antonio

O que é Open Banking e quais os desafios que oferece para a segurança de dados?

Entre as novidades que permeiam o mercado financeiro e que favorecem o consumidor, podemos citar o Open Banking. Ele já ganhou popularidade mundial e agora vem tendo seu espaço aqui no Brasil.

Os bancos, fintechs e o restante do ecossistema financeiro vêm se preparando tecnologicamente para se adaptar a esse novo sistema e as oportunidades que ele traz, como a transformação nas práticas de segurança de dados pessoais. 

Nesse caso, é óbvio que as dúvidas de muitos consumidores aumentam sobre justamente esse que é um dos pilares do Open Banking – a segurança da informação.

Portanto, entenda aqui o que é o Open Banking e os desafios relacionados a esse ponto importante.

O que é Open Banking? 

Basicamente, o Open Banking é um sistema capaz de compartilhar dados, capacidades e/ou processos de instituições financeiras para garantir o acesso seguro e a disponibilidade de informações bancárias para os usuários através de terceiros, incluindo fintechs, provedores de tecnologia e outros, utilizando APIs (Interfaces de Programação de Aplicativos).

Em palavras mais simples, o Open Banking é um sistema que permite que os dados e histórico financeiro de um cidadão (informações de cartão de crédito, conta corrente, investimentos, etc.), dos últimos 12 meses, sejam compartilhados com instituições financeiras em que ele não é cliente.

Claro, o consentimento do cliente é fundamental para que ocorra esse compartilhamento de dados. O cliente decidirá quais dados serão compartilhados, com quem e por qual período de tempo.

Por isso, os bancos só terão acesso a essas informações se a própria pessoa permitir essa transmissão.

Desafios para a segurança de dados

Assim, com essa definição do Open Banking é possível que os consumidores sintam-se receosos com as mudanças que esse sistema pode proporcionar conforme vai deixando os bancos tradicionais para trás, afinal ele continuará evoluindo no mundo todo.

Pesquisas apontam que há certas preocupações entre os clientes que envolvem a forma como os dados pessoais serão usados, se há possibilidade de os dados serem obtidos por partes mal-intencionadas, falta de conhecimento sobre o assunto e de proteção de dados.

A preocupação com a segurança é bastante justa, já que ela é fundamental quando se trata de transações financeiras.

Igualmente, temos o costume de definirmos senhas fortes para qualquer tipo de cadastro que possuímos e a ideia de proteger bem as informações no Open Banking fica bem visível.

Todos os provedores terceirizados precisam cumprir as regras de proteção de dados. O provedor deve informar exatamente quais dados usar, quanto tempo irá permanecer e o que fazer antes de você se inscrever.

Enfim, tanto para os bancos quanto para os consumidores, a segurança é essencial no Open Banking – por meio dele, os bancos abrem seus sistemas para provedores de serviços financeiros autorizados. 

As APIs abertas tornam os bancos dependentes da segurança dos provedores terceirizados que utilizam essas APIs.

O Open Banking é seguro?

Sim, o sistema Open Banking é seguro por cinco razões principais:

  • Há proteção dos dados do cidadão por meio da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que estabelece regras e critérios no tratamento e manipulação das informações dos cidadãos – incluindo o conceito de consentimento,
  • Falando em consentimento: ele é duplo! O cidadão dará uma autorização para uma instituição solicitar dados de outra ou compartilhar informações com um banco diferente.

Isso na prática indica que o cliente terá de autorizar duas vezes para que o compartilhamento aconteça.

  • O prazo é de no máximo 12 meses de permanência no domínio de cada instituição. Mas, lembrando que cada consumidor poderá definir os dados e o período de tempo, podendo ainda ser interrompido a qualquer momento pelo titular;
  • Não se armazenam os dados em um local que seja acessível para todas as instituições, ou seja, não centraliza-se o banco de dados;
  • Ele é criptografado, o que garante que apenas as instituições que precisam de certos dados terão acesso a eles.

Definitivamente, o Open Banking pode ser seguro. Mas, o cliente deve estar atento para fraudes financeiras, como e-mails fraudulentos, ofertas falsas ou outras tentativas de estelionato.

Conclusão

A segurança dos dados, sejam financeiros ou não, se torna um assunto relevante na nossa época atual. Isso porque estamos cada vez mais dependentes da internet, que facilita nossos estudos, trabalho e lazer em geral.

No entanto, em conjunto, há um aumento significativo no número de golpes e ataques cibernéticos. No setor bancário, isso é bastante comum e causa ainda mais medo nas instituições e nos clientes. O crescimento aconteceu principalmente a partir da pandemia do novo coronavírus, sabia?

Logo, no caso do Open Banking, para ter a confiança dos clientes, é necessária a adoção de soluções e políticas de segurança mais robustas e estratégicas. 

Ao mesmo tempo que a instituição atua nessa questão – a cibersegurança precisa evoluir constantemente para melhor –, os usuários deverão assumir a responsabilidade de seus dados.

Dessa maneira, ambos os lados podem sempre estar um passo à frente para evitar quaisquer situações indesejáveis e que poderiam comprometer os dados de inúmeras pessoas.

Aliás, falando ainda em segurança cibernética, não deixe de conferir o texto onde falei sobre como ela é uma solução de emergência para as empresas

E você, concorda que o Open Banking é seguro ou ainda tem suas dúvidas? Comenta aí…Bora papear!

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