Gerenciamento de risco: como NÃO fazer

13 de outubro de 2021
Adriano Martins Antonio

O gerenciamento de risco é uma atividade importantíssima no contexto atual das organizações. Porém, ao mesmo tempo, é comum que as empresas cometam erros nessa etapa.

Os erros envolvem uma descrição simplista, uma perspectiva incorreta do que é um risco ou falta de uma gestão mais ativa.

Nesse sentido, podemos dizer que há maneiras de “fazer” o gerenciamento de riscos e há maneiras de não fazê-lo.

Vamos dar uma olhada em alguns exemplos e o que podemos fazer de maneira diferente para nos tornarmos gerentes de risco ativos.

Descrições genéricas de risco

Inscrições como “o projeto pode estar atrasado” são genéricas demais para servir a um propósito real. Não nos dá nenhuma pista sobre o que podemos fazer a respeito e fazer algo deve ser uma de nossas metas de gerenciamento de risco.

Em vez disso, é uma boa prática descrever o risco em termos que revelem a causa (a situação existente que dá origem ao risco), o evento (a situação que pode ocorrer) e o efeito (o impacto provável decorrente do evento). Isso nos dá uma compreensão muito maior do risco, bem como três áreas distintas que podemos abordar.

👉Leia também: Por que cocriar valor com os clientes?

Nem todos os riscos são negativos

Descrever todos os riscos como “coisas que podem dar errado” cria uma impressão de gerenciamento de riscos como uma profissão que só vê problemas.

Em vez disso, devemos pensar nos riscos como ameaças negativas ou oportunidades positivas. Na verdade, uma forma útil de definir a palavra risco é como “um evento incerto, que caso ocorra, terá efeito no cumprimento dos objetivos”. Esse efeito pode ser positivo ou negativo. O uso de abordagens de gerenciamento de risco para também identificar oportunidades pode muitas vezes levar à criação de valor para as organizações (assim como a identificação de ameaças).

Falta de análise de risco e priorização

Uma simples descrição de um risco nos dá apenas uma ideia ampla do que pode acontecer. Mas, sem a análise e priorização adequadas, podemos ficar sobrecarregados com o número de riscos possíveis ou parar quando identificamos apenas três.

Ao fazer uma variedade de perguntas, como qual é a probabilidade de ocorrência do risco, qual é o impacto provável, quando isso pode acontecer, podemos começar a ter alguma base para priorizá-los.

Isso é importante porque facilita as decisões da liderança sobre onde investir recursos para aumentar a certeza em torno de cada risco (seja ameaça ou oportunidade).

Gerenciamento de risco passivo

A simples descrição de um risco em um diário ou registro de risco é meramente um registro passivo de uma observação. Para se tornarem gerentes de risco ativos, existem algumas etapas importantes a serem executadas, uma vez que uma ameaça ou oportunidade tenha sido identificada, descrita, analisada e priorizada.

Então, um passo importante é considerar quais opções estão disponíveis para nós para que possamos responder apropriadamente. Há uma série de respostas que podem ser usadas para alterar a causa do risco, talvez evitar o evento ou possivelmente reduzir o efeito.

Falta de prestação de contas e responsabilidade

Conforme mencionado acima, o registro de um risco é um ato passivo. Se realmente quisermos gerenciar nossos riscos, precisamos identificar quem vai agir. Muitos registros de risco omitem essas informações de vital importância.

Existem várias funções que podemos identificar:

  • Autor do risco – a pessoa que identificou o risco, pois será uma fonte importante de informações;
  • Proprietário do risco – a pessoa responsável por gerenciar o risco, garantindo que seu status seja monitorado;
  • Ação responsável pelo risco – a pessoa que implementar uma ou mais respostas a um risco.

Em muitas organizações, também haverá funções de especialista em risco específicas com uma missão mais ampla do que um único projeto ou programa.

Agora, quer trabalhemos em projetos ou programas, ou em um nível estratégico ou operacional em nossas organizações, sabemos que existem coisas chamadas de riscos, e que existe algo chamado ‘gerenciamento de riscos’.

Por outro lado, mais do que nunca, precisamos dar uma nova olhada em nossas atitudes e práticas e determinar que nos afastaremos das práticas inadequadas e desenvolveremos abordagens muito melhores para essa área extremamente importante.

Esse conteúdo é uma tradução/adaptação de “Risk management – how NOT to do it“, artigo publicado no blog da AXELOS. Para ler a versão em inglês, clique aqui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Assine Minha Newsletter

Fique por dentro das novidades e receba conteúdos exclusivos em seu e-mail.