Ataques cibernéticos relacionados à Inteligência Artificial

24 de novembro de 2021
Adriano Martins Antonio

Você já ouviu falar na expressão “faca de dois gumes”? A Inteligência Artificial (IA) é um assunto que se encaixa nesse conceito, pois é uma tecnologia que está disponível tanto para combater os ataques cibernéticos quanto para favorecer os invasores.

Dessa forma, podemos entender que as capacidades da inteligência artificial são grandes quando tratamos do mundo da cibersegurança.

Os ataques cibernéticos mudaram muito nos últimos tempos e não são mais frequentemente realizados por pessoas atrás de um teclado, mas sim por vários supercomputadores que tentam acessar toda porta de entrada possível.

Ataques cibernéticos intensificados

De antemão, sabe-se que a pandemia da Covid-19 provocou uma série de transformações na sociedade e uma delas foi o uso massivo das tecnologias. 

Hoje em dia, elas servem como base das comunicações interpessoais, assim como das relações de trabalho e até mesmo para atendimentos médicos – o que se tornou essencial e diferenciado. 

Com essa evolução, as vulnerabilidades dos usuários nas redes surgiram (ou se intensificaram) e os ataques cibernéticos cresceram de uma forma nunca vista antes. Recentemente, abordamos aqui no blog as tendências de ameaças cibernéticas para o próximo ano.

Inclusive, muitos afirmam que os ciberataques são como uma segunda pandemia com todas as invasões aos sistemas corporativos e os megavazamentos de dados pessoais (de pessoas físicas e empresas).

As organizações e colaboradores ficam ainda mais vulneráveis a ataques virtuais, ainda mais quando eles são baseados em tecnologias de inteligência artificial, que são ainda mais agressivas e sofisticadas.

O combate aos ataques cibernéticos

Assim, é fundamental que a cibersegurança seja priorizada na empresa, já que percebemos o quanto os mecanismos utilizados no mundo pré-pandemia já são praticamente obsoletos. 

Mesmo com equipes técnicas extremamente capacitadas, entenda: elas são formadas por humanos. E como seres humanos, estamos passíveis de erros.

Igualmente, os cibercriminosos só precisam encontrar uma brecha na segurança de sua empresa para garantir o sucesso de seus ataques. A proteção de sua organização, no entanto, não pode falhar.

Os mecanismos clássicos e antigos já não podem mais fazer parte de suas táticas de defesa. Essa situação se torna cada vez mais real e urgente para as empresas não só do Brasil, mas do mundo. 

Quanto mais cedo essa conscientização, melhor. Esqueça formas tradicionais de autenticação, porque elas não são mais suficientes para garantir a segurança.

Afinal, como os cibercriminosos estão armados com técnicas aprimoradas de inteligência artificial, é hora de as empresas valorizarem a IA como um método de segurança, levando em conta que combater uma máquina só é possível – nos dias atuais – com outra máquina.

Recomendamos a leitura também sobre a falta de investimento em segurança cibernética que tem muita relação com esse assunto!

Inteligência Artificial contra os ataques cibernéticos

Os ataques cibernéticos que usam inteligência artificial estão mudando com cada vez mais frequência seus parâmetros e assinaturas, de maneira automática, respondendo assim às defesas, sem necessidade de interação humana.

Então, saiba que existem duas formas de defesas baseadas em IA:

  • Aprendizado de máquina supervisionado,
  • Aprendizado de máquina não supervisionado.

A aprendizagem supervisionada é uma espécie de inteligência artificial onde a máquina precisa ser alimentada com exemplos para lidar com a situação. Após isso, ele se torna um problema fechado.

Porém, há desvantagens claras, não é? Se surgir um malware diferente do atual, o sistema será capaz de identificar e lidar de maneira apropriada com ele? A resposta provável é não.

Há imprevisibilidade nos padrões de tráfego e as variações podem ser o maior problema para esse tipo de aprendizado.

Por outro lado, o aprendizado não supervisionado não precisa ser alimentado com exemplos. Nesse caso, a máquina estará constantemente mudando em resposta às ações da defesa, ou seja, ela muda e se adapta à medida que o problema também muda.

Sob o mesmo ponto de vista, entendemos que é difícil prever e criar exemplos para todos os perfis de tráfego, indicando que uma máquina não é capaz de cobrir todo o espaço e ângulos possíveis.

Em resumo, a ideia é ter um sistema que, pelo menos, possa analisar o ambiente e descobrir sozinho, sem qualquer intervenção humana, qual é o melhor caminho de ação. É, em síntese, ter um sistema que pode aprender e se adaptar de maneira dinâmica ao conhecido e desconhecido.

É claro, o aprendizado supervisionado não pode ser totalmente descartado – ele pode ser útil até um certo ponto, mas com o dinamismo das variáveis no mundo de hoje, um sistema que pode se adaptar a essas mudanças e prever o desconhecido é a sua melhor arma dentro da organização.

Conclusão

As grandes empresas já adotam soluções de cibersegurança com foco na inteligência artificial, pois entendem que ela é capaz de identificar ameaças, reduzir o tempo de respostas e desenvolver dispositivos e técnicas de defesa no mesmo instante.

Toda e qualquer empresa precisa ter algum tipo de proteção contra cibercriminosos, independentemente do tamanho – pequenas, médias e grandes. 

Precisando de dicas para um plano de segurança cibernética? Você pode ler sobre esse assunto aqui.

Portanto, entenda que a aplicação da inteligência artificial deve fazer parte do plano corporativo de gerenciamento de riscos, tornando-se um fator crítico para que seus negócios continuem.

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