7 passos para criar uma política de privacidade e proteção de dados mais eficiente

6 de outubro de 2021
Adriano Martins Antonio

Quando você acessa um site institucional, um aplicativo, uma loja virtual ou qualquer plataforma digital que exige um tipo de cadastro, as suas informações pessoais passa por uma coleta. E é por esse motivo que é tão comum ver páginas de política de privacidade, que basicamente, são documentos que informam o modo como os dados dos usuários serão tratados.

Além disso, a criação de uma política de privacidade é essencial para dar mais credibilidade à empresa e aumentar a confiança dos usuários.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura! 

O que é uma política de privacidade?

A política de privacidade é uma mensagem que informa os visitantes quais os principais direitos dele, os dados que serão recolhidos, processados, entre outros.

Ou seja, ela esclarece as práticas de segurança e de privacidade adotadas por uma plataforma digital.

Ao visitar uma página virtual, você deixará alguns de seus dados de navegação, como por exemplo, a sua localização e interação no site.

Dessa forma, o administrador irá coletar informações sobre você e, assim, entender mais o seu comportamento nas páginas do site dele ou da empresa.

Qual a relação da política de privacidade com a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) trata justamente sobre isso: proteção e privacidade de dados.

Atualmente, em caso de vazamento de informações confidenciais dos usuários, as empresas poderão ser responsabilizadas.

E com a LGPD, vieram ainda mais mudanças. Ou seja, as organizações que não estiverem atentas às novas regras terão problemas.

Como criar uma política de privacidade e proteger os dados dos usuários?

Agora que você já entendeu o conceito e sabe o quão importante é proteger os dados dos usuários, está na hora de saber como criar uma política de privacidade eficiente e confiável. Veja só:

1. Reúna informações sobre o seu negócio e os dados utilizados

Antes de qualquer coisa, será preciso reunir informações detalhadas e específicas, já que é necessário explicar com muita clareza as principais práticas comerciais.

Segue algumas informações que podemos levantar durante essa etapa:

  • Modelo do negócio;
  • Informações dos visitantes que serão coletadas;
  • Como as informações serão coletadas;
  • Como proteger as informações coletadas.

Obviamente, também é necessário levar em conta as legislações pertinentes, como a LGPD e o GDPR.

2. Deixe bem claro qual a finalidade dos dados

Os usuários precisam saber exatamente o que será feito com os dados deles.

Se você pretende repassar os dados para terceiros, é preciso falar sobre isso abertamente no documento. Ou seja, os usuários devem ter acesso à essa informação.

Exemplo: se a organização coleta dados para envio de mensagens por e-mail, insira essa informação no documento.

Além disso, informe a periodicidade do envio de mensagens.

3. Respeite a legislação da área em que você atua

Antes de qualquer coisa, é importante entender mais sobre o Código de Defesa do Consumidor, Marco Civil da Internet e outras legislações que regulam o setor em que você atua.

4. Colete apenas as informações necessárias

Se você quer coletar informações dos usuários para enviar newsletters ou promoções, será que é necessário ter informações como o CPF e número de RG? Certamente não.

Aliás, o Marco Civil da Internet deixa bem claro que não faz o menor sentido exigir informações que não são necessárias.

Ao coletar apenas os dados realmente importantes, como nome e e-mail, por exemplo, você protege a sua empresa e também o usuário. 

Afinal, em casos de vazamento de dados, a dor de cabeça poderá ser muito maior se dados extremamente confidenciais forem hackeados por criminosos virtuais.

5. Simplifique a linguagem do documento de Política de Privacidade

Ao criar esse documento, você deve ser extremamente claro e objetivo. O consumidor precisa entender em poucas palavras, o motivo pelo qual a empresa quer coletar os dados.

Portanto, simplifique a linguagem o máximo possível.

Nesse caso, a comunicação deve ser extremamente democrática, ou seja, acessível para todos.

Os termos mais técnicos até podem dar uma impressão mais profissional e séria para a empresa. Porém, o problema é que ao redigir um documento com uma linguagem mais complexa, os usuários terão dificuldade em entender o que você quis dizer.

Consequentemente, eles terão mais dúvidas e não vão se sentir tão seguros em compartilhar informações.

Seja claro, simples e objetivo. Contudo, não se esqueça de detalhar bem as informações.

6. Não se esqueça do consentimento do titular dos dados

Essa é uma das partes mais importantes.

Segundo a LGPD, o consentimento do titular dos dados é fundamental. Sem a autorização dele, você não pode coletar nenhum tipo de informação.

Em suma, é a partir do consentimento que o usuário autoriza o tratamento de dados, que basicamente, é o processo de coleta e armazenamento das informações.

7. Atualize o documento com frequência

Você já sabe o quanto a LGPD é importante e que é essa lei que deve orientar o processo de criação de um documento de política de privacidade.

Mas não adianta apenas criar o documento e deixá-lo lá, parado e desatualizado por anos.

É necessário ficar por dentro das mudanças que podem ocorrer em virtude de novas leis ou processos internos. 

Além disso, se houver alterações no seu conteúdo, informe o usuário.  No final do documento, coloque a data da última atualização. Assim, todos saberão se o documento é atual ou não.

Conclusão

A sua política de privacidade de dados deve ser tratada com muita seriedade!

Mas com esses passos, ficará muito mais fácil realizar esse processo, que te ajudará a criar uma relação de confiança com o consumidor e, obviamente, uma estratégia de proteção de dados mais eficiente!

Para ler mais sobre Privacidade e Proteção de Dados, leia mais artigos do meu blog!

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